O futuro do Direito em Rondonópolis caminha a passos largos para além dos processos tradicionais. Em uma reunião estratégica realizada no último dia 17 de março, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) alinharam o cronograma de cooperação para 2026. O grande destaque é a entrada definitiva da Justiça Restaurativa e dos Círculos de Construção de Paz no campus da universidade federal.
Essa aproximação começou a ser desenhada ainda em 2025, quando o juiz Wanderlei Reis, coordenador do Cejusc e entusiasta dos métodos de diálogo, ministrou a Aula Magna da primeiríssima turma de Direito da UFR. Agora, a ideia é transformar a teoria em prática viva, envolvendo acadêmicos, professores e servidores em metodologias que buscam a solução humanizada de conflitos.
Digoreste
Para o coordenador do curso de Direito, Anderson Nogueira Oliveira, essa parceria é um ganho imenso para a formação dos alunos, permitindo que eles participem de projetos de extensão que impactam a comunidade de Rondonópolis. Uma das propostas mais inovadoras discutidas no encontro foi a criação de uma estrutura multidisciplinar para atender cidadãos em situação de grave crise financeira, oferecendo recuperação social com suporte técnico do corpo acadêmico.
O juiz Wanderlei Reis reforçou que o diálogo entre o Judiciário e a universidade é essencial para moldar as futuras gerações de advogados, juízes e promotores. “O Cejusc está atuante, buscando expandir as práticas restaurativas com a realização de Círculos de Construção de Paz. A nossa pretensão é levar a Justiça Restaurativa para dentro da Universidade Federal de Rondonópolis”, afirmou o magistrado, destacando que o Judiciário mato-grossense segue na vanguarda dessas práticas no país.
Com milhares de alunos, a UFR se torna um polo de disseminação da paz social, garantindo que os futuros operadores do Direito já saiam da faculdade dominando a arte da conciliação e do tratamento humanizado aos dramas da população.












