Parece que a criatividade legislativa em Mato Grosso resolveu testar os limites da paciência jurídica, com o MPF agora de olho na tentativa de um deputado de simplesmente “apagar” as cotas raciais do mapa estadual. Sob o pretexto de meritocracia, a lei busca barrar o que já é direito consolidado, como se a dívida histórica do país pudesse ser quitada com uma canetada apressada e um discurso de gabinete.
Enquanto o Ministério Público Federal gasta energia para garantir que a Constituição não seja tratada como rascunho, o parlamentar sustenta que sua proposta é o caminho da justiça. Diante dessa manobra para ignorar as desigualdades que saltam aos olhos de qualquer um, a gente só consegue soltar um “Ah! Uuum” de pura indignação, esperando para ver se essa tentativa de retrocesso vai mesmo vingar ou se vai acabar virando apenas mais um arquivo na gaveta das ideias que não deveriam ter saído do papel.









